HOMEM – SER DE TRANSCENDÊNCIA

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A finalidade deste livro é apresentar algumas reflexões a respeito do homem, tratando de uma dimensão específica de seu ser que é a transcendência. Analisar o significado do homem enquanto ser que transcende a si mesmo, à História e ao outro, e entendê-lo nessa dimensão de transcendência, constitui o problema no qual nos deteremos nessa reflexão filosófica.

Entendemos a transcendência como sendo aquilo que projeta o homem para além de si mesmo e que o faz ultrapassar os limites da experiência possível. É nesta dimensão transcendente que ele procura a superação de si próprio, isto é, de seu mundo físico em direção a um objetivo.

De forma nenhuma pretendíamos esgotar o tema nesta pequena obra, haja vista a sua amplitude e as diversas significações compreendidas no decorrer da história da Filosofia. Tivemos sim o objetivo de investigar e descobrir a natureza e o significado da transcendência. Procuramos identificar o que a constante tensão do homem para superar-se a si mesmo e o seu estar continuamente fora de si e além de si, pode nos dizer em relação ao seu próprio ser

Márcio José Cenatti

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Sobre Marcio Cenati

Possui Especialização em Metodologia do Ensino na Educação Superior pela Faculdade Internacional de Curitiba/PR (2011). Licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano de Batatais/SP (2007). Bacharelado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas/SP (1997). Tem experiência como docente lecionando Filosofia e História no Ensino Fundamental e Médio desde 2005, pela Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo como Professor de Educação Básica II.
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15 respostas para HOMEM – SER DE TRANSCENDÊNCIA

  1. Nicolle Batista disse:

    Bom dia Márcio!

    O livro “Homem – Ser de transcendência” é uma obra que chamou minha atenção pela maneira clara com que nos apresenta o porquê do homem transcender se a si próprio e o modo que levou este a desenvolver-se ao longo do tempo. Esse exemplar nos mostra a forma com que o homem tenta superar a si mesmo constantemente, colocando se a prova diversas vezes, e de que modo isso afeta a ele, ao mundo, a história e aos que estão ao seu redor.
    O ser humano, diferente dos animais irracionais, é um ser que está “inacabado” e por essa razão busca sempre se aperfeiçoar cada vez mais para que se sinta realizado. Isto é algo realmente curioso, porque não importa o quão longe tenha chegado ele jamais estará satisfeito. É algo bom porque leva o mesmo a querer aprimorar-se e também ao mundo, no entanto igualmente pode ser algo ruim, pois alguns indivíduos querem fazer de tudo para desenvolver-se e não importa o mal que isso causará a seu próximo.
    Atualmente o mundo em que vivemos necessita cada vez mais que o ser humano se transcenda de forma positiva, pois a realidade do planeta é deprimente. Aprimorando-se a si próprio o homem afeta as pessoas ao seu redor de maneira otimista e isso desencadeia uma série de bons “atos”, levando todos a contribuírem para que nosso lar seja restaurado.
    Essa obra é um reflexão sobre o homem para que ele possa entender-se e aprimorar-se; no entanto para mim foi muito mais que isso, foi uma inspiração e esclareceu minha visão quanto a este tema. Só tenho a agradecer ao autor que nos proporciona expandir nossas mentes e descobrir novos caminhos para transcender-nos!

    Obrigada!

    • Marcio disse:

      Obrigado Nicolle pela leitura e análise do livro.
      O ser humano realmente tem que procurar transcender-se de forma positiva, pois não está só. Ao seu lado também caminha o seu próximo, a natureza e nessa caminhada ele deixa sua marca histórica. Quando o homem busca equilibrar seu ser inacabado para dar sentido a sua existência ele precisa procurar realizar a sua metanóia, ou seja, a mudança de pensamento. Buscar algo diferente fazendo as mesmas coisas, apegar-se ao próprio modo de pensar não vai permitir que ele seja mais do que consegue ser hoje. A transcendência como dimensão humana exige um ultrapassar-se em direção ao outro e a natureza para a realização contínua de si mesmo.

      • Nicolle Batista disse:

        Verdadeiramente isso é um fato! O ser humano, como você disse, tem que procurar outros meios, outros caminhos no seu processo de superação para criar algo que nunca foi feito, algo que seja maravilhoso e benéfico para a humanidade e para natureza. Se o homem durante sua busca, priorizasse o amor fraternal e ágape (conforme I Coríntios 13:1) o resultado com certeza seria este!
        Uma vez li uma frase que resume esse pensamento: “Para realizar o que ninguém nunca conseguiu, faça o que ninguém nunca fez!”

  2. Silbene disse:

    Márcio gostaria de parabenizá-lo pelo livro e por nos ter dado a oportunidade de refletir sobre o ser humano que é um ser tão complexo e para muitos conhecer sobre o ser de trancedência … Você expôs sobre o tema de uma forma muito prazerosa de ler.
    Bom, quanto as minhas considerações, vale ressaltar que, não houve na evolução humana apenas um fator isolado que tenha, de forma surpreendente, nos dotado dessa inteligência. Pelo contrário, nossa evolução biológica teve influência de muitos fatores, entre eles, o comportamento de nossos ancestrais.
    Conforme o aumento gradativo do cérebro permitia o desenvolvimento de habilidades mais complexas, como a fala, por exemplo, e fabricação de instrumentos, como você citou no livro, mais necessário a sobrevivência seria ter essas capacidades. Desta forma, o indivíduo cujo cérebro não era desenvolvido o suficiente para adquirir fala ou fabricar instrumentos, não deixavam descendentes, pois tinham menores chances de sobrevivência. Então, isso é a “seleção natural” na teoria da evolução de Darwin.
    Assim, a cada geração, um cérebro mais complexo e seu uso para desenvolver habilidades sociais, eram fundamentais aos nossos ancestrais humanos.
    De fato, o homem não recebe sua existência como uma obra pronta e acabada como os animais que vivem em um mundo que é determinado como foi descrito na sua obra.
    O homem enquanto vive, deve ir progressivamente construindo sua existência, e ele constrói sua vida construindo-se a si mesmo. Construir-se é fazer de si o que cada um pode ser pelos seus atos e suas potencialidades pessoais. Isso que acho extraordinário, porque o homem pode ir além de suas limitações, que é a transcedência que você define no livro.
    Fazendo uma ponte com a psicologia, o processo de construção de si e da vida é realizado pelo homem através das escolhas que faz e das decisões que toma. E a função do psicólogo nessa linha de pensamento, olhando o homem como um ser que transcede a si mesmo, é ajuda-lo a tomar consciência vivencial da importância que tem o uso da sua liberdade para se realizar como pessoa e ir em direção a um objetivo.
    Porém, a liberdade não deve ser vista como um conceito teórico e abstrato, uma vez que é na verdade algo concreto e prático, porque dependendo de como ela é utilizada, pode frustrar a existência humana. Ser livre é saber aproveitar oportunidades, é escolher e decidir, não entre as opções que se desejaria ter, mas entre aquelas que a realidade proporciona.
    Por ele não ter um mundo que é determinado e por ser caracterizado por uma instabilidade que ele desequilibra, como você cita no livro, é nesse caminhar que o homem se ultrapassa, se transcede, e isso é maravilhoso!
    Parabéns pelo livro!
    Abraços

    • Marcio disse:

      Olá Silbene!
      Obrigado por seu comentário e sua análise do ponto de vista da Psicologia.
      Sempre é bom entender um mesmo tema sob o olhar de outro pensador ou outra disciplina do conhecimento.
      Com a opinião dos leitores e amigos que participam da discussão sobre a dimensão de transcendência do ser humano, com certeza poderei expandir o entendimento e rever algumas considerações feitas no livro. O conhecimento como a vida é dinâmico e temos que nos posicionar de mente aberta a outras perspectivas que muitas vezes não observamos.
      Obrigado por suas considerações!
      Um abraço.

  3. Cristiane Fernanda de Jesus disse:

    Olá Márcio,
    Paz e Bem!

    Gostei muito do livro, por isso, fiz esta resenha com o fim de recomendá-lo:

    O livro HOMEM – SER DE TRANSCEDÊNCIA – Uma análise filosófica do homem enquanto ser que transcende a si próprio, “Características da Pessoa Humana, Constitutivos Essenciais” -, São Paulo: Ixtlan, 2013, de Márcio José Cenatti, começa citando Karl Jaspers:
    “Exilado em seu existente, o homem quer ultrapassar-se. Não se satisfaz com ser, numa quietude fechada em si mesma, o perpétuo retorno do existente. Não mais se reconheceria autenticamente como homem, se se contentasse com o ser o homem que é hoje”.

    Logo após, na “INTRODUÇÃO”, o autor revela a finalidade de seu livro: a transcendência. E ainda, informa ao leitor que a sua reflexão está focada no pensamento da corrente filosófica existencialista. Inclusive cita os pensadores que utilizou como aprofundamento para essa reflexão: Battista Mondin, Jean-Paul Sartre e outros.

    No Capítulo 1 – “HOMEM, SER QUE SE DEFINE PELA TRANSCENDÊNCIA” – apresenta quais as características definem o homem como ser de transcendência. A ideia principal desse capítulo está contida na seguinte afirmação:
    “A transcendência é o movimento de busca pelo sentido da vida humana, sendo marcada por uma realidade que se apresenta constantemente incompleta”.

    No Capítulo 2 – “HOMEM, SER QUE TRANSCENDE A SI PRÓPRIO” – desenvolve a assertiva mencionada anteriormente. Todavia, acrescenta a ideia que o homem precisa se colocar como sujeito no processo de transcendência para ser feliz. Cita Sartre, Jaspers, Vaz, Mounier, Mondin.

    No Capítulo 3 – “HOMEM, SER HISTÓRICO QUE TRANSCENDE MA PROPRIA HISTÓRIA” – comunica ao leitor que o homem está situado e faz parte de uma realidade social e histórica. Portanto, onde existe o homem, existe a cultura. Destaca-se a seguinte afirmação do autor:
    “…ao produzir os instrumentos no decorrer de sua evolução, o homem transforma a História”.

    No último capitulo, o Capitulo 4 – “TRANSCENDÊNCIA COMO RELAÇÃO COM O OUTRO” – mostra que a vida do homem desenvolve-se em comunhão com os outros sujeitos no mundo, porque o homem é um ser de alteridade. Destaca-se a seguinte assertiva do autor:
    “(…) Devemos considerar o outro como alguém com quem se está em relação porque ele não é coisa, instrumento, por isso não pode ser manipulado, coisificado ou instrumentalizado”.

    O autor, na “CONCLUSÃO”, expõe qual o componente ontológico no homem revelado pela transcendência. É, por isso, que vale a pena ler este pequeno livro que contém um grande assunto do início ao fim.

    Em conclusão, observo que o autor, nesse pequeno livro, não trata sobre a energia que orienta o homem: o amor, que possibilita o surgimento da pessoa e vai acompanha-lo pelo resto de sua vida, principalmente, nas relações com os outros sujeitos no mundo.

    • Marcio disse:

      Olá Cris! Paz e Bem!
      Sua resenha crítica foi super profissional!
      Seus comentários e análises certamente me ajudarão em escritos futuros.
      Em outra ocasião, possivelmente quando for abordar o tema da transcendência numa perspectiva teológica não deixarei de desenvolver reflexões apontadas em sua análise quanto ao amor como energia que orienta o ser humano e o acompanha pela vida. Afinal, “Deus é amor”.
      Obrigado,
      Abraço fraterno,
      Marcio

  4. shrodrigues disse:

    Olá!
    O que me chamou a atenção no livro foi como ficou claro a questão do homem enquanto ser inacabado e que vive em constante tensão tentando se colocar em equilíbrio. Este colocar-se em equilíbrio o faz procurar sempre transcender a si próprio, ao mundo em que vive sempre em direção ao infinito. O ser humano nunca está completo, sempre pode ser mais, ultrapassar-se mais ou seja transcender mais. Este contínuo transcender, fruto de sua angústia diante da existência, o revela como ser de infinito. A grande importância do livro foi lançar à reflexão o repensar a existência do ser humano em sua dimensão de transcendência e chamá-lo para entrar em sintonia consigo, com o outros, com o mundo e com a realidade que vai além do material. É também procurar entendê-lo holisticamente como parte integrante do cosmo.
    Parabéns!

    • Marcio disse:

      Olá Sílvia!
      Certamente o ser humano está ligado a uma realidade material e não material. É parte integrante do Universo. Talvez a sua expressão maior de integração com o infinito seja indicado pelo desejo perpétuo de transcendência em sua existência. O ser humano pode ser a manifestação do desejo de amor do Espírito criador. Não está, o ser humano, separado objetivamente do Universo, da história, do seu igual, e da Natureza.
      Obrigado!

  5. Ingrid disse:

    Olá Marcio
    O que me chamou a atenção no livro foi o entendimento sobre condição humana em relação aos animais não humanos. Parece que o ser humano nos dias atuais regride ao aproximar-se da animalidade. Age mais como um animal irracional e não procura evoluir em relação a si mesmo ao mundo e principalmente em relação ao outro. O ser humano precisa reequilibrar-se procurando superar aquilo que é nele é mais próximo ao biologicamente animal. O ser humano traz para o seu próximo e para o meio ambiente a mesma relação que tem com os objetos. Realmente é o momento de transcender-se. O tempo é de transcendência. Nunca a transcendência se fez tão necessária.
    Abraços Ingrid

    • Marcio disse:

      Olá Ingrid!
      Realmente a transcendência se faz necessária ao homem. Através dela ele estabelece contato, razão e emoção com o todo cósmico. O transcender-se se dá na relação com o meio ambiente mas também com o Universo. O transcender-se tem como direção o infinito que vai além da finitude de nossa existência física.

  6. Mário Luís Borgonovi disse:

    Olá ir. Márcio!
    Paz e Bem!

    Li cuidadosamente sua obra e, como sempre faço, destaquei as frases e citações que considerei mais interessantes e relevantes.
    Achei bastante interessante a reflexão sobre a transcendência do homem (ser humano), sobretudo pela visão filosófica e até teológica. Uma leitura simples e bastante entendível – como deve ser, para atingir e agradar um maior número de leitores – que agrada e desperta interesse ao mesmo tempo que provoca reflexões.
    Você conseguiu, através de uma linguagem acessível, tornar interessante aos mais diversos leitores, um tema considerado difícil e complicado (lógico que não deixa de ser). Coloca o homem – resumidamente falando – como ser de evolução e, por conseguinte, de superação (palavra tão atual). Um ser que, direta ou indiretamente, encara desafios por necessidade, por prazer, por sobrevivência, por vaidade… enfim, um ser que desconhece o fim: o conhecimento, as descobertas, sempre abrem novas janelas, novos desafios e aí o homem se faz um ser de transcendência.
    Parabéns! Gostei muito e recomendo!
    Paz e Bem!
    Fraterno abraço,

    ir. Mário Luís Borgonovi, ofs

    • Marcio disse:

      Olá Mário!
      Obrigado por seus comentários, uma autêntica resenha crítica do livro.
      O ser humano realmente encontra-se em um constante realizar-se. Esta busca contínua em ultrapassar-se o torna ser de transcendência.
      Paz e Bem!
      Ir. Márcio, ofs

  7. Esse livro é uma resposta para as dúvidas existenciais que nós, seres humanos, temos. Leia, você, com certeza, vai gostar!

    • Marcio disse:

      Olá !
      Obrigado pela leitura e comentário.
      Muitas pessoas não compreendem que a angústia do colocar-se em equilíbrio consigo mesmo, com o mundo e com o outro são próprias do ser humano e ele só se equilibra quando percorre o caminho para ir além daquilo que é dado a si próprio, ou seja, quando transcende a si mesmo.
      Abçs
      Márcio

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